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Em fevereiro 1917 Antonio Gramsci escreve: “Odeio os indiferentes. Creio, como Federico Hebbel, que ‘viver significa participar’ [...]. Quem vive verdadeiramente não pode deixar de ser cidadão e participante. Indiferença é abulia, é parasitismo, é covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes” (La Città futura, Scritti Politici I, p. 33). No ano da Revolução Russa, nos estertores da primeira grande guerra, que já mostrava seus efeitos nefastos e que alguns meses mais tarde suscitarão movimentos insurrecionais em Turim, no período de gestação do fascismo, que brota da crise e da supressão da política pela força, Gramsci, então com 26 anos, faz ouvir seu grito contra a moléstia silenciosa e perniciosa da indiferença. O jovem intelectual e militante externa toda a sua indignação contra a exacerbação do individualismo e da apatia política que conformavam a massa e que minavam a organização popular. Diz o partigiano: “a indiferença opera poderosamente na história. Opera passivamente mas opera nos anos que vivemos”.
Em um período igualmente sombrio vivido atualmente no Brasil, onde a apatia e a indiferença constituem o mais velado e profundo substrato da opressão e da exploração do “homem-massa”, a IGS-Brasil, por meio da Revista Práxis e Hegemonia Popular, vem resgatar o fundamental nexo entre pensamento crítico e participação ativa, entre a ciência e a vida, entre o conhecimento e a ação. Para isto busca divulgar pesquisas realizadas em todo o território brasileiro em sua diversidade e complexidade, tanto quanto suscitar o debate e a reflexão sobre o contexto político e social imediato. Assim como o jovem Gramsci advertia, é preciso romper com a indiferença, “viver é ser partigiano!”, a Revista Práxis e Hegemonia Popular se coloca no front intelectual e moral da “práxis”, alistando-se entre as fileiras combatentes da indiferença política, contribuindo, assim, para a construção da participação ativa popular. A indignação é o gérmen da vontade ativa, é a forma pela qual o sujeito se destaca da massa e expressa sua individualidade. Indignar-se é necessário! “Quem vive verdadeiramente não pode deixar de ser cidadão e partigiano”!

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